"É a isto que se chama o acto breve, isto é, uma copulação rápida que tem o mau effeito de não ser o goso partilhado, como a natureza tem estabelecido", Dr. Jules Proust em "O Acto Breve", 1910 (edição portuguesa)
8 de julho de 2009
Reflexão du jour:
Dr. D'Agremont, Hygiene sexual das solteiras e casadas, Lisboa, 1910.
Nota para D. Ramiro...
Traga:
1 scanner emprestadado
1 vaso p o trevo sonolento
1 cópia do testamento da dita cuja
Esteja em meus aposentos às 13h, para fazer pertinentes questões sobre redis e adaptadores.
Após tal, voltaremos à loja de S. Larão, para negociar a pertinência desejada.
Sua,
D. Raimonda, Condessa da Couve e Duquesa de Grou
3 de julho de 2009
Zie cuckold ...

Palabras relacionadas:
cahoots
cockatoo
1.ª leitura: Dr. Pinho atemoriza Nosferatu, que se acoita acoitado e acoitante.
2.ª leitura (a mais correcta): Manuel Pinho quis informar D. Ramiro da infidelidade de D. Raimonda que tem por hábito flirtar marçanos e PEIDAÇO CENSURADO POR D. RAIMONDA, após leitura do horóscopo diário.
Em busca de Élise...parte II
1 de julho de 2009
Petite Correspondence Fodu

TROIS musiciens sans muse voudraient correspondre avec marraines jeunes, affectueuses. Photo si possible. Ecrire: Emile Erembert, musicien, 151 régiment infanterie. Thionville (Lorraine).
UNE femme du monde ou artiste voudrait-elle être la marraine d'un jeune étudiant ingénieur mobilisé aviation? Berthelin, 4 régiment d'observation, 1 groupe, 2 escadrille, Le Bourget.
ATTENTION! Sous le soleil d'Asie, deux jeunes sous-officiers, sérieux et sincères demandent correspondance avec jeunes, gentilles et affectueuses marraines, pour chasser cafard. Ecrire: R. Marthineau et M. Le Paique, Etat-Major géneral Gouraud, Beyrouth (Syrie).
PARISIEN, perdu au millieu des Turcs hostiles, spleen colossal à guérir! Une gentille marraine voudra-t-elle s'en charger? Ecrire à Boulay Gabriel, brigadier, 1 R. A. M., 13 Bte, Secteur Postal 607.
30 de junho de 2009
Em busca...
Ligações perigosas (extraídas de páginas ocultadas por Choderlos de Laclos)

(Os origami que D. Raimonda estará condenada a fazer até ao fim dos tempos, enquanto D. Ramiro mofa e amofina na nave dos loucos.)
... por vezes D. Ramiro e D. Raimonda se encontravam no jardim das glicínias, ou sob um caramanchão ocupado por pombos infectos com h5n1. Falavam sobre o devir e como o presente se esgaçava entre compras pertinentes em lojas orientais e de papéis vários. D. Raimonda, salvo os excessos que cometia em longos passeios rodopiantes pelo carrossel (montada num ginete com meio metro de altura), se deleitava com os arrufos de D. Ramiro que fazia projectos a médio e longo prazo. Segundo ele, deveria dar entrada no Conde Ferreira acompanhado por seu fiel Mestre Piolo, com três caixas de arquivo por fazer, um cravo devidamente equipado com alguém que o soubesse manobrar, cinco criados de libré e o incenso necessário para queimar durante as longas noites naquele hospício. A demência era inevitável. D. Raimonda, desesperada, brandia os braços, empunhando o frasquinho de lítio e gritando: "Nóis si salvará, nóis si salvará". Em vão. A cena pungente, digna de um naufrágio e meio, dois Camões e Edgar Allan Poe bebâdo, faria chorar o mais cruel dos juízes. Mas D. Ramiro, virando dramaticamente a sua face na direcção oposta à da histérica Raimonda revia, qual filme de Manoel de Oliveira, toda a vida de ambos. Não havia momento que não fosse literalmente uma insanidade. D. Raimonda cai e o pano também. Haverá salvação?
Da melancolia de Mestre Piolo de Botiphar
(*)É chegada a hora e o minuto de revelar toda a verdade (ou quase toda) sobre o melancolioso estado de espírito de Mestre Piolo de Botiphar. Semanas se passaram sobre o convite de Mestre Grou, o Misterioso, para um chá no Salão dos Valetes de Espadas. O chá sobre a mesa fumegou e esfriou. O bolo secou. Mestre Grou, o Misterioso, às voltas no Salão andou. Nem sombra de Mestre Piolo; nem sinais de sua impecável liteira. Mestre Grou procurou na Biblioteca Máxima, onde Mestre Piolo regularmente se acoitava inventariando inventário de inventário. Procurou nos Jardins de Júpiter e Vénus, nos de Saturno e nos de Saturnim. Nada. Mestre Grou no dourado cadeirão se sentou, exausto e pensativo e murmurou: 'quem me dera ainda em Veneza...' Foi então que Mestre Grou decidiu fazer uso de suas artes e na cobertura do bolo de chocolate um profundíssimo sulco abriu. Em mil pedaços o bolo no soalho se espalhou e Mestre Grou solenemente se ajoelhou. Após uma longa récita mágica em aramaico, uma transparente película ectoplásmica se formou e nela o rosto de Mestre Piolo palidamente se desenhou. Mestre Piolo suspirava, sentado num penhasco, catando pétala de margarida e cantarolando baixinho, alheio ao mundo terreno e à baratinha que, com uma peruca aos caracóis a lira docemente tocava, equilibrando-se num galho do arbusto onde Mestre Piolo se havia acomodado. 'Élise...ahhh...Élise', murmurava. Como chegar a ti, nobre dama? Se meu coração arde do mais puro amor que a razão ofusca...apenas as violentas ondas do oceano entendem o pulsar de minha alma...ahhhhh, Élise! Cândida e púdica Élise..O pudor é para a donzela o que é para o sacerdote a fé...Como sois virtuosa...'
Esfumando-se no ar, a visão deixara Mestre Grou, o Misterioso, de olos arregalados e de sangue raiados. Quem seria a dama de seu nome Élise? Iria descobrir.
De quizorum.
De Fuinorum completed the quiz 'Susan Boyle's effect' with the result:
clink - a sharp metallic sound.
Apontamento da última viagem de Mestre Grou
De Mestre Grou, escrevera já Stefan Zweig (ou se não o fez conscientemente, fê-lo sob comando de seu inconsciente, por certo):
29 de junho de 2009
Para D. Ramiro...
Mestre Grou, o Misterioso.
Nos aposentos de D. Raimonda o ambiente era de cortar à faca. Mestre Grou, o Misterioso, havia chegado de mais uma de suas incontáveis viagens e não estava de bom humor. Conseleiro de D. Raimonda para os assuntos astrológicos e venéreos, Mestre Grou constatara que a Condessa, mercê das vozes que tanto a acometiam, gastara para lá do orçamento em pertinências que, segundo Mestre Grou, não valiam o cocó de um rouxinol perneta. Visivelmente incomodado, Mestre Grou, o Misterioso, olava fixamente o cofre vazio, ao que este, para espanto de A mais B, começara a levitar, pois o Mestre era um profundo conhecedor das Ciências Ocultas. De um lado para o outro, primeiro, e à volta do cofre levitado, depois, Mestre Grou suspirava angustiado, abanando a cabeça e murmurando: 'quem me dera ainda em Veneza...'. Após prolongada reflexão, decide o Mestre ir ao encontro do ilustríssimo Mestre Piolo de Botiphar, seu fiel amigo e companheiro na nobre e viril caça à raposa. Duas palmas bateu Mestre Grou e logo doze aias se ajoelharam humildemente à sua frente. 'Chamai Mestre Piolo. Dizei-lhe que o espero no Salão dos Valetes de Espadas. E preparem um chá de finas e aromáticas ervas alucinogénias com bolo de chocolate em fartura. Quanto a esta desgraça que aqui vejo...administrai dois clisteres de cânfora moída em D. Raimonda até que as vozes passem e cuidai para que não ande por aí desnuda! Que enfado!' Quando as aias ergueram de novo a cabeça já Mestre Grou havia desaparecido misteriosamente, esfumando-se nos corredores do Palácio. Duas penas pairavam no ar e o cofre continuava a levitar. Ao longe um lúgubre lamento ecoava: grrrrouuuu...grrrrouuuu....ouuuu...uuuuu. As aias arrepiadas murmuravam: 'quem nos dera ainda no Hospício Municipal'. D. Raimonda ria. D. Ursinho atava o cordel da fralda ao candelabro.
Espaço Piolicitário
28 de junho de 2009
Cousas de antanho.
No seguimento da nossa linha editorial (que no fundo se inspira no gosto ecléctico dos De Fuinhas, como descendentes de boas famílias endogâmicas portuguesas) apresentamos o que de melhor se fez e faz na cultura nacional.
Parábola do Anão
De pau em riste
Moral da história:
Ao pedir, especifique tamanho
Grossura quantia.
http://www.hildahilst.com.br/


